
domingo, 16 de novembro de 2008
) Regulagem de motores de Automodelos
Motores para automodelismo exigem cuidados especiais, tanto no amaciamento como na regulagem, para você entender melhor vou dividir o assunto em partes.
Tipos de motores:
De acordo com a escala os motores disponíveis são:10, 12, 15 e 26(4 tempos) para carrinhos 1/10 e 21 para 1/8.
Amaciamento:
Este é talvez o segredo do bom funcionamento e durabilidade de um motor, muito automodelistas não sabem o amaciar corretamente, portanto vou explicar a teoria e a prática.
O amaciamento é vital, pois os motores quando novos, precisam ter as suas peças assentadas, ou seja: é necessário um desgaste inicial controlado para que as peças atinjam as medidas necessárias e funcionem da forma mais suave possível.
Nos motores para aero o amaciamento pode ser feito no próprio avião, nos automodelos a coisa é diferente, se for feito com o carrinho parado o motor pode fundir por falta de refrigeração e se o carrinho estiver em movimento as peças podem riscar pela fuligem da pista e assentar de forma irregular.
Daí chegamos a uma solução, basta adaptar uma hélice, montar o motor numa bancada e amacia-lo, mas lembre-se; antes você deve ajustar o motor.
Outra solução que é a mais recomendada é fazer o amaciamento em torno mecânico ou furadeira eletrônica, neste caso é necessário ter conhecimento ou pedir ajuda a um profissional competente, pois se o serviço for mal feito você pode danificar o motor totalmente, tome cuidado.
Para fazer este tipo de amaciamento é fundamental que a furadeira ou torno fique bem alinhado com o eixo do motor e que seja utilizada velocidade média.
Carburador e vela são retirados e a lubrificação constante, o óleo tem que ter baixa viscosidade e para aumentar a eficácia pode se adicionar aditivo abrasivo ultrafino.
Em ambos os casos, após o amaciamento o motor deve ser desmontado e as peças lavadas.
Regulando o carburador:
Os principais problemas para se regular um motor para automodelos é a falta de refrigeração e o alto giro. Nos aeromodelos, a hélice tem várias funções além de refrigerar ela fornece carga (peso para deslocamento) ao motor, por exemplo; um motor possui faixa de trabalho até 35000rpm com carga, se o motor rodar livre a rotação pode chegar até 50000rpm dependendo da potência a biela pode estourar e o motor trava.
Portanto; não acelere seu carrinho quando ele estiver suspenso, mesmo com o motor tracionando as rodas, pois as engrenagens não oferecem carga para manter o giro do motor.
Automodelistas experientes conseguem regular o motor com o ouvido e o carrinho na correndo na pista, mas para quem ainda vai chegar lá aqui vão umas dicas:
Tire o motor do carrinho e adapte na hélice, jamais esqueça disso.
Dar uma boa lida no artigo: “Regulagem de motores” na parte de aeromodelismo.
Motores de alto desempenho 15 e 21 possuem carburadores diferentes:
Este tipo de carburador é chamado de “gaveta” o acionamento é reto e não giratório como nos motores para aero.
A vantagem é que a aceleração e redução são mais rápidas, quando você for ajustar este tipo de carburador, lembre-se que a agulha da baixa é móvel e toda vez que você ajustar-la é preciso regular o parafuso do lado oposto, pois a agulha entra dentro dele quando a garganta fecha, o resto é igual aos carburadores a tambor.
No automodelismo o giro máximo do motor ocorre num tempo muito curto, portanto redobre a atenção quando for regular a máxima.
Como a alta temperatura é fator crucial, sempre trabalhe com a mistura rica, a regulagem sempre deve ser feita da falta para o excesso e nunca o contrário.
A hélice oferece carga menor do que o peso do carinho, quando o motor for colocado no carrinho, deve ser feita a regulagem final.
Não funcione o motor sem o filtro de ar, automodelos tem mais contato com areia e detritos.
Às vezes o motor demora a reduzir, pois a gaveta precisa fechar com mais força, use um elástico para ajudar o servo .
2) Ajustes especiais
Até hoje não existe o ajuste perfeito do sistema de direção e estabilidade de um automodelo, os principais fatores são, o tipo de carrinho e a forma de pilotagem de cada um.
Esse tipo de ajuste é muito pessoal e é segredo guardado a sete chaves entre os competidores, dependendo do caso, uma corrida pode ser decidida por esse detalhe.
Com o tempo e experiência você vai fazer o seu próprio ajuste, mesmo que outra pessoa o copie, provavelmente não pilotará como você.
Mas como ajustar de forma satisfatória seu carrinho?
Existem dicas básicas que podem te ajudar a dominar essa técnica.
Vale lembrar que on e off road tem ajustes totalmente diferentes, por isso vou ditar apenas as noções, o ajuste em si é específico para cada tipo de carrinho.
A seqüência dos ajustes devem obedecer uma ordem.
Suspensão.
Altura do chassis e carroceria.
Cambagem.
Alinhamento.
É necessário que o automodelista conheça bem a pista que está freqüentando e que converse bastante com os colegas que usam o mesmo local, geralmente eles já conhecem os segredos da pista, e te ajudarão a ajustar o seu carrinho, o verdadeiro automodelista sempre ajuda com prazer, portanto: lembre-se de ser humilde e gentil tanto na hora de aprender ou de ensinar alguém.
Antes de ajustar na pista você precisa antes(em casa) verificar o estado geral da suspensão, tire as rodas, amortecedores(se tiver), as hastes do servo e dê uma geral, não pode haver parafusos ou buchas soltas, o movimento da bandeja deve ser livre e não frouxo ou duro, nos carros que tiverem pivôs de fixação, é bom tira-los e ver se não estão tortos, o mesmo deve ser feito com as barras anti-rolagem.
Suspensão.
Antes de falar sobre este assunto vamos analisar o que acontece com o carrinho enquanto você o controla.
Quando você acelera o carrinho, a frente levanta e a traseira abaixa, isto ocorre devido a inércia e o torque inicial para o deslocamento, parte do peso do carrinho vai para as rodas traseiras, e a carga da suspensão fica maior na parte de trás.
Na curva, existe a força centrífuga(o carro vai para o lado aberto) só que também devemos considerar a aceleração do carrinho(o carro empina para frente) ou seja; o carrinho inclina enquanto faz a curva, numa curva a direita o carrinho inclina para esquerda, a roda dianteira(direita) fica leve e a roda traseira(esquerda) fica pesada e vice versa.
Para regular a suspensão de forma perfeita é necessário que todas as rodas tenham o melhor contato possível no solo com o carrinho sob inclinação.
Amortecedor firme, o carrinho inclina menos, faz as curvas mais abertas e um pouco mais rápido mas tem um porém; o carrinho tende a derrapar mais fácil, pula mais e dificulta a precisão das manobras.
Amortecedor macio, o carrinho inclina mais faz as curvas mais fechadas, pula menos permitindo melhor controle, mas se inclinar muito, pode jogar de lado durante ou depois da curva(rabear).
Mola dura, ajuda a controlar a inclinação dando maior estabilidade, dependendo da pista o carrinho pula mais, dificultando a precisão das manobras, lembre-se que quanto menor o carrinho mais ele sente a irregularidade do trajeto.
Mola suave, permite melhor absorção de impactos, melhorando a condução do carrinho, mas a inclinação é maior, dificultando a realização de curvas em alta velocidade.
A maioria dos modelos vem com barra anti-rolagem(barra estabilizadora), é um braço de metal em forma de ” U ” que une os dois lados da suspensão, quando um lado levanta, o outro é forçado a fazer o mesmo.
Este mecanismo ajuda a controlar a inclinação durante as curvas e deve sempre estar bem alinhado, se o seu carrinho não o possui, compre como opcional(se tiver) ou tente fazer um, tomando cuidado para não estragar as peças e o funcionamento da suspensão.
Ao ajustar a sua suspensão tenha sempre em mente, que é necessário controlar a inclinação do carrinho.
Quanto mais firme, melhor estabilidade, pior dirigibilidade.
Quanto mais macia, pior estabilidade, melhor dirigibilidade.
Altura do chassis e carroceria
A regra diz que; quanto menor a altura do chassis ao solo, menor a inclinação do carro na curva, isto ocorre porque o centro de gravidade desce e a força centrífuga na curva atua com menor intensidade (ver:suspensão) o ideal seria que o carro fosse mais baixo possível, acontece que nem sempre isso é possível, ou porque o conjunto do carro não permite isso, ou a pista é muito irregular.
Vale ressaltar que, o carrinho levanta a frente quando é acelerado se o chassi for reto em relação ao solo, as rodas dianteiras vão tocar com menos força o chão, para minimizar este efeito o chassi deve ter a parte traseira um pouco mais alta em relação a frente do carrinho, por isso é importante trabalhar com pneus e suspensão em conjunto.
Lembre-se que o carrinho inclina sempre para o lado aberto da curva, se você rebaixa-lo demais o chassi pode ralar no chão.
Os chassis opcionais disponíveis no mercado, podem oferecer uma série de vantagens, redução de peso, furos e encaixes extras para outros acessórios e motores, melhor dissipação de calor e mais resistência a batidas.
Em off road a coisa é diferente a altura varia de acordo com a pista, peso do carrinho e curso da suspensão.
Na maioria dos modelos, a carroceria não influência muito o desempenho, a exceção é dos on road de alta performance, nos 1/8 G21 a carroceria tipo “Lola”(com o piloto de fora) costuma ter desempenho superior aos “c-car”
Isto ocorre pelo fato da Lola ter um desenho mais esguio e limpo.
Calcule também a altura, se carroceria estiver muito baixa ,com certeza vai ralar na pista e prejudicar o desempenho, se a suspensão estiver dura, tudo bem, a altura ideal é 3 a 5 mm, nos on road.
A parte traseira pode ser mais alta e o uso de aerofólios, desde que bem ajustados, é sempre benéfico.
O corte para o buraco das rodas, nem sempre corresponde ao traçado original feito pelo fabricante da carroceria, por isso sempre devem ser feitos por último e com uma tesoura de ponta curva, se não tiver, o corte pode ser feito com estilete. Dica: para cortar o buraco com estilete, pegue um compasso velho e um pedaço bem afiado da lâmina, prenda a lâmina com fita na parte onde vai a grafite, fixe de modo que não solte ou corte seus dedos(óbvio né ?). Coloque a carroceria no carrinho e faça um furo onde é o meio da roda com a parte central do compasso, encoste a parte da lâmina cerca de 5mm fora do pneu e faça o corte circular, não precisa fazer força, apenas faça um risco profundo sem atravessar, pegue uma tesoura e corte em filetes a partir do centro do buraco até esse risco, como se fosse um bolo redondo, aí é só dobrar para dentro e para fora os filetes que eles se rompem no risco, passe uma lixa e pronto.
Evite pinturas escuras ou escurecer as janelas, em dias de sol intenso a temperatura do carrinho sobe um pouco, e cores escuras ajudam a reter o calor, aberturas podem ser feitas nas janelas, mas não devem ser grandes e sempre arredondadas, se forem mal feitas podem trincar em caso de capotagem
Cambagem
Este é um ajuste bem específico para cada tipo de pista e automodelo, por isso vamos entender a teoria.
A cambagem consiste em alterar o ângulo de inclinação das rodas alterando a área de contato dos pneus na pista sendo que o desgaste ocorre em forma de cone . A cambagem possui duas opções de ajuste:
Positiva \———/ as rodas ficam voltadas para baixo, este tipo de ajuste é pouco utilizado em automodelos, pode ser recomendado em casos que o carrinho tem desgaste irregular nos pneus ou quando o curso da suspensão interfere no ângulo das rodas em determinadas curvas.
Negativa/———\ as rodas ficam voltadas para fora, é o ajuste mais comum, pois aumenta a área de contato dos pneus com o solo.
Quando se altera o ângulo, a área de contato do pneu aumenta, na cambagem negativa ocorre também o aumento da largura do eixo, com isso o apoio é maior em curvas, mas se o ângulo for muito acentuado além do desgaste prematuro a velocidade final é prejudicada, porque o atrito dos pneus com o solo é maior.
Vale lembrar que quanto mais largo o pneu mais fácil ele derrapa.
Para entender melhor, imagine uma massa crua de pizza, se passarmos o rolo de madeira a massa achata mas se passarmos uma faca com a mesma força e no mesmo ponto a massa é cortada, ou seja quanto maior a superfície de contato menos força ocorre num determinado ponto, mas se a superfície de contato é menor, toda força é concentrada naquele lugar.
Portanto, se o pneu for largo ele possui uma área de contato maior mas com menos intensidade.
É importante que o ângulo da cambagem seja igual nos dois lados, o desgaste dos pneus tem que ser proporcional, senão o carrinho fica torto, Dependendo da pista(circuitos ovais, por exemplo) a cambagem pode ser diferente em ambos os lados, isso vai de acordo com o desgaste e a necessidade de apoio maior de um determinado lado do carrinho.
Quanto maior o ângulo negativo, mais apoio e aderência, menor velocidade final, desgaste mais irregular dos pneus e risco maior de derrapagem.
Alinhamento
Retire as hastes do servo da direção que ficam presas no cubo de esterção da roda, geralmente o encaixe é feito com pinos de cabeça arredondada, ligue o rádio, o receptor e deixe os ajustes da direção(steering) no neutro e comece a ajustar a distância das hastes do servo pela ponta que encaixa no cubo(que vai no encaixe arredondado), existem 3 opções para o alinhamento.
Fechado / \ (aumentar o tamanho das hastes) este tipo de ajuste é indicado para pistas muito “travadas” com curvas bem fechadas e espaço reduzido, pois o carrinho entra mais rápido na curva e o piloto tem que controlar a trajetória, o desgaste de pneu é bem maior e a velocidade final menor.
Neutro [ ] (hastes originais) o mais utilizado.
Aberto \ / (hastes curtas) pouco utilizado, faz curvas mais abertas.
Monte, dê uma volta com o auto, se estiver puxando para um lado, pare, e ajuste as hastes de novo, não ajuste pelos controles do rádio que sempre devem ficar no neutro, o ajuste pelo rádio é mais para correções rápidas enquanto você estiver andando.
Motores para automodelismo exigem cuidados especiais, tanto no amaciamento como na regulagem, para você entender melhor vou dividir o assunto em partes.
Tipos de motores:
De acordo com a escala os motores disponíveis são:10, 12, 15 e 26(4 tempos) para carrinhos 1/10 e 21 para 1/8.
Amaciamento:
Este é talvez o segredo do bom funcionamento e durabilidade de um motor, muito automodelistas não sabem o amaciar corretamente, portanto vou explicar a teoria e a prática.
O amaciamento é vital, pois os motores quando novos, precisam ter as suas peças assentadas, ou seja: é necessário um desgaste inicial controlado para que as peças atinjam as medidas necessárias e funcionem da forma mais suave possível.
Nos motores para aero o amaciamento pode ser feito no próprio avião, nos automodelos a coisa é diferente, se for feito com o carrinho parado o motor pode fundir por falta de refrigeração e se o carrinho estiver em movimento as peças podem riscar pela fuligem da pista e assentar de forma irregular.
Daí chegamos a uma solução, basta adaptar uma hélice, montar o motor numa bancada e amacia-lo, mas lembre-se; antes você deve ajustar o motor.
Outra solução que é a mais recomendada é fazer o amaciamento em torno mecânico ou furadeira eletrônica, neste caso é necessário ter conhecimento ou pedir ajuda a um profissional competente, pois se o serviço for mal feito você pode danificar o motor totalmente, tome cuidado.
Para fazer este tipo de amaciamento é fundamental que a furadeira ou torno fique bem alinhado com o eixo do motor e que seja utilizada velocidade média.
Carburador e vela são retirados e a lubrificação constante, o óleo tem que ter baixa viscosidade e para aumentar a eficácia pode se adicionar aditivo abrasivo ultrafino.
Em ambos os casos, após o amaciamento o motor deve ser desmontado e as peças lavadas.
Regulando o carburador:
Os principais problemas para se regular um motor para automodelos é a falta de refrigeração e o alto giro. Nos aeromodelos, a hélice tem várias funções além de refrigerar ela fornece carga (peso para deslocamento) ao motor, por exemplo; um motor possui faixa de trabalho até 35000rpm com carga, se o motor rodar livre a rotação pode chegar até 50000rpm dependendo da potência a biela pode estourar e o motor trava.
Portanto; não acelere seu carrinho quando ele estiver suspenso, mesmo com o motor tracionando as rodas, pois as engrenagens não oferecem carga para manter o giro do motor.
Automodelistas experientes conseguem regular o motor com o ouvido e o carrinho na correndo na pista, mas para quem ainda vai chegar lá aqui vão umas dicas:
Tire o motor do carrinho e adapte na hélice, jamais esqueça disso.
Dar uma boa lida no artigo: “Regulagem de motores” na parte de aeromodelismo.
Motores de alto desempenho 15 e 21 possuem carburadores diferentes:
Este tipo de carburador é chamado de “gaveta” o acionamento é reto e não giratório como nos motores para aero.
A vantagem é que a aceleração e redução são mais rápidas, quando você for ajustar este tipo de carburador, lembre-se que a agulha da baixa é móvel e toda vez que você ajustar-la é preciso regular o parafuso do lado oposto, pois a agulha entra dentro dele quando a garganta fecha, o resto é igual aos carburadores a tambor.
No automodelismo o giro máximo do motor ocorre num tempo muito curto, portanto redobre a atenção quando for regular a máxima.
Como a alta temperatura é fator crucial, sempre trabalhe com a mistura rica, a regulagem sempre deve ser feita da falta para o excesso e nunca o contrário.
A hélice oferece carga menor do que o peso do carinho, quando o motor for colocado no carrinho, deve ser feita a regulagem final.
Não funcione o motor sem o filtro de ar, automodelos tem mais contato com areia e detritos.
Às vezes o motor demora a reduzir, pois a gaveta precisa fechar com mais força, use um elástico para ajudar o servo .
2) Ajustes especiais
Até hoje não existe o ajuste perfeito do sistema de direção e estabilidade de um automodelo, os principais fatores são, o tipo de carrinho e a forma de pilotagem de cada um.
Esse tipo de ajuste é muito pessoal e é segredo guardado a sete chaves entre os competidores, dependendo do caso, uma corrida pode ser decidida por esse detalhe.
Com o tempo e experiência você vai fazer o seu próprio ajuste, mesmo que outra pessoa o copie, provavelmente não pilotará como você.
Mas como ajustar de forma satisfatória seu carrinho?
Existem dicas básicas que podem te ajudar a dominar essa técnica.
Vale lembrar que on e off road tem ajustes totalmente diferentes, por isso vou ditar apenas as noções, o ajuste em si é específico para cada tipo de carrinho.
A seqüência dos ajustes devem obedecer uma ordem.
Suspensão.
Altura do chassis e carroceria.
Cambagem.
Alinhamento.
É necessário que o automodelista conheça bem a pista que está freqüentando e que converse bastante com os colegas que usam o mesmo local, geralmente eles já conhecem os segredos da pista, e te ajudarão a ajustar o seu carrinho, o verdadeiro automodelista sempre ajuda com prazer, portanto: lembre-se de ser humilde e gentil tanto na hora de aprender ou de ensinar alguém.
Antes de ajustar na pista você precisa antes(em casa) verificar o estado geral da suspensão, tire as rodas, amortecedores(se tiver), as hastes do servo e dê uma geral, não pode haver parafusos ou buchas soltas, o movimento da bandeja deve ser livre e não frouxo ou duro, nos carros que tiverem pivôs de fixação, é bom tira-los e ver se não estão tortos, o mesmo deve ser feito com as barras anti-rolagem.
Suspensão.
Antes de falar sobre este assunto vamos analisar o que acontece com o carrinho enquanto você o controla.
Quando você acelera o carrinho, a frente levanta e a traseira abaixa, isto ocorre devido a inércia e o torque inicial para o deslocamento, parte do peso do carrinho vai para as rodas traseiras, e a carga da suspensão fica maior na parte de trás.
Na curva, existe a força centrífuga(o carro vai para o lado aberto) só que também devemos considerar a aceleração do carrinho(o carro empina para frente) ou seja; o carrinho inclina enquanto faz a curva, numa curva a direita o carrinho inclina para esquerda, a roda dianteira(direita) fica leve e a roda traseira(esquerda) fica pesada e vice versa.
Para regular a suspensão de forma perfeita é necessário que todas as rodas tenham o melhor contato possível no solo com o carrinho sob inclinação.
Amortecedor firme, o carrinho inclina menos, faz as curvas mais abertas e um pouco mais rápido mas tem um porém; o carrinho tende a derrapar mais fácil, pula mais e dificulta a precisão das manobras.
Amortecedor macio, o carrinho inclina mais faz as curvas mais fechadas, pula menos permitindo melhor controle, mas se inclinar muito, pode jogar de lado durante ou depois da curva(rabear).
Mola dura, ajuda a controlar a inclinação dando maior estabilidade, dependendo da pista o carrinho pula mais, dificultando a precisão das manobras, lembre-se que quanto menor o carrinho mais ele sente a irregularidade do trajeto.
Mola suave, permite melhor absorção de impactos, melhorando a condução do carrinho, mas a inclinação é maior, dificultando a realização de curvas em alta velocidade.
A maioria dos modelos vem com barra anti-rolagem(barra estabilizadora), é um braço de metal em forma de ” U ” que une os dois lados da suspensão, quando um lado levanta, o outro é forçado a fazer o mesmo.
Este mecanismo ajuda a controlar a inclinação durante as curvas e deve sempre estar bem alinhado, se o seu carrinho não o possui, compre como opcional(se tiver) ou tente fazer um, tomando cuidado para não estragar as peças e o funcionamento da suspensão.
Ao ajustar a sua suspensão tenha sempre em mente, que é necessário controlar a inclinação do carrinho.
Quanto mais firme, melhor estabilidade, pior dirigibilidade.
Quanto mais macia, pior estabilidade, melhor dirigibilidade.
Altura do chassis e carroceria
A regra diz que; quanto menor a altura do chassis ao solo, menor a inclinação do carro na curva, isto ocorre porque o centro de gravidade desce e a força centrífuga na curva atua com menor intensidade (ver:suspensão) o ideal seria que o carro fosse mais baixo possível, acontece que nem sempre isso é possível, ou porque o conjunto do carro não permite isso, ou a pista é muito irregular.
Vale ressaltar que, o carrinho levanta a frente quando é acelerado se o chassi for reto em relação ao solo, as rodas dianteiras vão tocar com menos força o chão, para minimizar este efeito o chassi deve ter a parte traseira um pouco mais alta em relação a frente do carrinho, por isso é importante trabalhar com pneus e suspensão em conjunto.
Lembre-se que o carrinho inclina sempre para o lado aberto da curva, se você rebaixa-lo demais o chassi pode ralar no chão.
Os chassis opcionais disponíveis no mercado, podem oferecer uma série de vantagens, redução de peso, furos e encaixes extras para outros acessórios e motores, melhor dissipação de calor e mais resistência a batidas.
Em off road a coisa é diferente a altura varia de acordo com a pista, peso do carrinho e curso da suspensão.
Na maioria dos modelos, a carroceria não influência muito o desempenho, a exceção é dos on road de alta performance, nos 1/8 G21 a carroceria tipo “Lola”(com o piloto de fora) costuma ter desempenho superior aos “c-car”
Isto ocorre pelo fato da Lola ter um desenho mais esguio e limpo.
Calcule também a altura, se carroceria estiver muito baixa ,com certeza vai ralar na pista e prejudicar o desempenho, se a suspensão estiver dura, tudo bem, a altura ideal é 3 a 5 mm, nos on road.
A parte traseira pode ser mais alta e o uso de aerofólios, desde que bem ajustados, é sempre benéfico.
O corte para o buraco das rodas, nem sempre corresponde ao traçado original feito pelo fabricante da carroceria, por isso sempre devem ser feitos por último e com uma tesoura de ponta curva, se não tiver, o corte pode ser feito com estilete. Dica: para cortar o buraco com estilete, pegue um compasso velho e um pedaço bem afiado da lâmina, prenda a lâmina com fita na parte onde vai a grafite, fixe de modo que não solte ou corte seus dedos(óbvio né ?). Coloque a carroceria no carrinho e faça um furo onde é o meio da roda com a parte central do compasso, encoste a parte da lâmina cerca de 5mm fora do pneu e faça o corte circular, não precisa fazer força, apenas faça um risco profundo sem atravessar, pegue uma tesoura e corte em filetes a partir do centro do buraco até esse risco, como se fosse um bolo redondo, aí é só dobrar para dentro e para fora os filetes que eles se rompem no risco, passe uma lixa e pronto.
Evite pinturas escuras ou escurecer as janelas, em dias de sol intenso a temperatura do carrinho sobe um pouco, e cores escuras ajudam a reter o calor, aberturas podem ser feitas nas janelas, mas não devem ser grandes e sempre arredondadas, se forem mal feitas podem trincar em caso de capotagem
Cambagem
Este é um ajuste bem específico para cada tipo de pista e automodelo, por isso vamos entender a teoria.
A cambagem consiste em alterar o ângulo de inclinação das rodas alterando a área de contato dos pneus na pista sendo que o desgaste ocorre em forma de cone . A cambagem possui duas opções de ajuste:
Positiva \———/ as rodas ficam voltadas para baixo, este tipo de ajuste é pouco utilizado em automodelos, pode ser recomendado em casos que o carrinho tem desgaste irregular nos pneus ou quando o curso da suspensão interfere no ângulo das rodas em determinadas curvas.
Negativa/———\ as rodas ficam voltadas para fora, é o ajuste mais comum, pois aumenta a área de contato dos pneus com o solo.
Quando se altera o ângulo, a área de contato do pneu aumenta, na cambagem negativa ocorre também o aumento da largura do eixo, com isso o apoio é maior em curvas, mas se o ângulo for muito acentuado além do desgaste prematuro a velocidade final é prejudicada, porque o atrito dos pneus com o solo é maior.
Vale lembrar que quanto mais largo o pneu mais fácil ele derrapa.
Para entender melhor, imagine uma massa crua de pizza, se passarmos o rolo de madeira a massa achata mas se passarmos uma faca com a mesma força e no mesmo ponto a massa é cortada, ou seja quanto maior a superfície de contato menos força ocorre num determinado ponto, mas se a superfície de contato é menor, toda força é concentrada naquele lugar.
Portanto, se o pneu for largo ele possui uma área de contato maior mas com menos intensidade.
É importante que o ângulo da cambagem seja igual nos dois lados, o desgaste dos pneus tem que ser proporcional, senão o carrinho fica torto, Dependendo da pista(circuitos ovais, por exemplo) a cambagem pode ser diferente em ambos os lados, isso vai de acordo com o desgaste e a necessidade de apoio maior de um determinado lado do carrinho.
Quanto maior o ângulo negativo, mais apoio e aderência, menor velocidade final, desgaste mais irregular dos pneus e risco maior de derrapagem.
Alinhamento
Retire as hastes do servo da direção que ficam presas no cubo de esterção da roda, geralmente o encaixe é feito com pinos de cabeça arredondada, ligue o rádio, o receptor e deixe os ajustes da direção(steering) no neutro e comece a ajustar a distância das hastes do servo pela ponta que encaixa no cubo(que vai no encaixe arredondado), existem 3 opções para o alinhamento.
Fechado / \ (aumentar o tamanho das hastes) este tipo de ajuste é indicado para pistas muito “travadas” com curvas bem fechadas e espaço reduzido, pois o carrinho entra mais rápido na curva e o piloto tem que controlar a trajetória, o desgaste de pneu é bem maior e a velocidade final menor.
Neutro [ ] (hastes originais) o mais utilizado.
Aberto \ / (hastes curtas) pouco utilizado, faz curvas mais abertas.
Monte, dê uma volta com o auto, se estiver puxando para um lado, pare, e ajuste as hastes de novo, não ajuste pelos controles do rádio que sempre devem ficar no neutro, o ajuste pelo rádio é mais para correções rápidas enquanto você estiver andando.
MANUTENÇAO DE UM KIT
- Quer se trate de um kit de todo-o-terreno ou de pista, de diversão ou de competição, o seu bom funcionamento, conservação e longevidade, passam por uma manutenção e limpeza regulares. Para uns, a parte menos agradável no rádio modelismo, para outros um prazer, compensado pela manutenção do seu kit sempre novo de prova para prova.
- Tipo De Ferramentas Utilizadas.
- Competição.
- Desmontagem Do kit.
- Peças Plásticas.
- Peças metálicas.
- Amortecedores.
- Diferenciais.
- Placa De Rádio.
- Motor.
- Carburador.
- Montagem Do kit.
- A Chuva.
- Check list.
- Tipo De Ferramentas Utilizadas.- Alguns dos elementos que habitualmente utilizamos são: um pincel médio e uma escova de dentes, para a remoção de sujidade mais entranhada; pincel mais fino para limpeza das zonas de mais difícil acesso; escova de unhas e detergente lava louça para a lavagem das peças plásticas e pneus; pincel (tipo de cola) utilizado com álcool para limpeza do motor; spray lubrificante WD-40 para a renovação de plásticos e óleo fino para lubrificação do motor e rolamentos.
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- Competição.- Qualquer piloto que se preze, após cada manga, efectua pelo menos uma limpeza superficial ao seu kit. O ideal é utilizar um pincel de média dureza para retirar a sujidade mais entranhada. Depois o compressor fará o resto do serviço. Não se esqueça de selar os diferenciais se pretende utilizar o compressor. Pessoalmente utilizava para a selagem dos diferenciais uma fita isoladora normal na parte inferior da caixa do diferencial para evitar a entrada de poeiras quando se está a utilizar o compressor. Quanto á regularidade das limpezas de manutenção, costumo, depois de cada prova efectuar uma desmontagem total do kit. de três em três provas desmonto também os amortecedores e os diferenciais para a respectiva substituição dos óleos.
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- Desmontagem Do Kit.- Uma correcta manutenção e conservação implica a desmontagem total do kit. Além de se poder efectuar uma limpeza mais profunda e efectiva, com a desmontagem do kit podemos também apercebermo-nos do estado geral em que o kit se encontra, detectar avarias e efectuar a sua reparação ou substituição de peças danificadas ou em mau estado. Durante a desmontagem tenha cuidado de separar as seguintes peças:
- Peças plásticas: triângulos e braços de suspensão, depósito de combustível, resguardos do chassi, pára-choques, caixas de diferencial, suportes dos cubos das rodas traseiras.
- Peças em metálicas: chassi, cardans, diferenciais, travamentos do chassi, suportes da placa de rádio, parafusos, rolamentos, postes e barras de direcção e cubos das rodas da frente, motor, curva e panela de escape, embraiagem, pinhão de ataque e volante, placa de rádio (servos, receptor, antena e pack) e por ultimo os amortecedores.
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- Peças Plásticas.- Depois do carro estar totalmente desmontado, e começo com a lavagem da carroçaria, aileron e peças plásticas, utilizando um alguidar com água quente, detergente e um pincel. Na lavagem dos pneus tenho o cuidado de não os mergulhar a fim de evitar a entrada de água para o seu interior e utilizo uma escova de unhas e detergente. Nesta fase lavo também os filtros de combustível, pressurização. Na secagem de todos estes elementos utilizo um pano seco e finalmente um secador. Todas as peças plásticas depois de secas são pulverizadas com WD-40 para que este lhes restitua o brilho inicial e finalmente seco-as com o compressor.
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- Peças metálicas.- As peças metálicas são limpas com a escova de dentes, um pano seco e depois com um pano embebido em WD-40, a fim de evitar a sua oxidação. Para os rolamentos utilizo um pequeno pincel e álcool. Finalmente lubrifico-os com WD-40.
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- Amortecedores.- Os amortecedores São limpos apenas exteriormente com uma escova de dentes. Quando os abro de 3 em 3 provas para substituir os óleos, desmonto-os, limpo-os por dentro com uma cotonete e aproveito para verificar o estado das suas membranas. Finalmente encho-os de óleo adequado e tomo nota dos óleos utilizados e a data de substituição.
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- Diferenciais.- Nos diferenciais que também só desmonto de 3 em 3 provas, retiro-lhes o óleo, desmonto-os e utilizo um pouco de gasolina na limpeza interior dos copos dos diferenciais e dos pinhões que previamente mergulhei na gasolina. finalmente limpo os pinhões com um pano embebido em WD-40 e volto a efectuar a sua montagem, introduzo-lhe óleos novos adequados, tomo as devidas notas, fecho-os e selo-os com fita adesiva para evitar a fuga do óleo para o exterior.
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- Placa De Rádio.- A placa de rádio que normalmente inclui os servos receptor de rádio antena e pack de baterias é limpo apenas com um pincel e um pano seco, se utilizar um balão para proteger o receptor de rádio poderá aproveitar para o substituir, caso não esteja em boas condições.
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- Motor.- Começo por vedar a entrada do carburador e a do colector de escape, com uma tampinha própria, depois retiro a sujidade exterior mais entranhada com um pincel, de seguida limpo o exterior do motor com um pincel embebido em álcool, na limpeza do motor não se deve utilizar água. Passo depois a desmontar o motor, retiro o pinhão, embraiagem, volante, carburador, vela, cabeça do motor, camisa, cárter, pistão e a cambota. Com um pano macio e seco e uma cotonete embebida em álcool, limpo a cambota, a camisa e o pistão e o interior do motor. Com outra cotonete embebida em óleo fino lubrifico o interior do motor e todas as suas peças e remonto o motor com o máximo cuidado.
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- Carburador.- Começo por marcar com um marcador de acetatos a posição das afinações, conto o numero de voltas de cada parafuso para poder repor as suas afinações no final da limpeza efectuada. Depois desmonto as válvulas, parafusos e o cilindro do carburador e mergulho as peças em álcool. Utilizo uma agulha para limpar o interior das válvulas do carburador e sopro-os para verificar se estão desimpedidos. Finalmente lubrifico o cilindro e o interior do carburador com uma cotonete embebida em óleo fino e monto de novo o carburador e reponho as suas afinações.
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- Montagem Do Kit.- Finalmente depois de toda as peças plásticas e metálicas limpas, efectuo a limpeza dos parafusos 1 a 1 com uma escova de dentes e passo á montagem do kit.
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- A Chuva.- Após uma prova á chuva aconselho-o a retirar a placa de rádio e o motor do seu kit e com uma mangueira lave-o totalmente. Depois seque-o com um pano e com o secador. De seguida pulverize-o com WD-40, especialmente as peças metálicas e os rolamentos, seque-o com o compressor e rode os cubos das rodas á mão para libertar os rolamentos. Esta lavagem não impede que se proceda depois á desmontagem do kit para manutenção habitual.
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- Check List.- Antes das corridas:
- Aperto dos parafusos.
- Estado das molas e maxilas da embraiagem.
- Estado do óleo dos rolamentos do pinhão.
- Estanquicidade do deposito de combustível e a pressurização.
- Filtro do ar limpo e com óleo.
- Acerto do pinhão com a coroa.
- Folgas e tolerâncias nas peças plásticas.
- Colagem do pneus.
- Carregamento dos amortecedores.
- Cotas de geometria.
- Após as corridas:
- Limpeza do carro.
- Limpeza exterior do motor.
- Óleo fino dentro do motor.
- Ver desgaste das peças móveis (semi-eixos, cardans, ect)
- Acertos dos grupos cónicos.
- Limpeza interior dos servos (se chover).
- Após 2 corridas:
- Estado do fole do carburador.
- Aperto dos parafusos do rádio/servos.
- Ver folgas nos rolamentos de transmissão.
- Fios/ligações do sistema rádio.
-Após 3 corridas:
- Aperto do motor nas bancadas.
- Massa no diferencial central.
-Após 4 corridas:
- Estanquicidade do carburador e juntas do motor.
- Estado da biela e rolamentos do motor.
- Estado do pinhão e da coroa.
- Massas dos diferenciais traseiro e dianteiro.
- Limpeza exterior do receptor/emissor.
- Verificar soldaduras dos packs de pilhas.
- A limpeza do seu kit custa-lhe apenas alguma paciência e no final, o prazer de ter um carro praticamente novo, compensam de certo o seu esforço, os seus problemas durante as provas vão diminuir consideravelmente e as suas performances vão melhorar de certeza.
- Quer se trate de um kit de todo-o-terreno ou de pista, de diversão ou de competição, o seu bom funcionamento, conservação e longevidade, passam por uma manutenção e limpeza regulares. Para uns, a parte menos agradável no rádio modelismo, para outros um prazer, compensado pela manutenção do seu kit sempre novo de prova para prova.
- Tipo De Ferramentas Utilizadas.
- Competição.
- Desmontagem Do kit.
- Peças Plásticas.
- Peças metálicas.
- Amortecedores.
- Diferenciais.
- Placa De Rádio.
- Motor.
- Carburador.
- Montagem Do kit.
- A Chuva.
- Check list.
- Tipo De Ferramentas Utilizadas.- Alguns dos elementos que habitualmente utilizamos são: um pincel médio e uma escova de dentes, para a remoção de sujidade mais entranhada; pincel mais fino para limpeza das zonas de mais difícil acesso; escova de unhas e detergente lava louça para a lavagem das peças plásticas e pneus; pincel (tipo de cola) utilizado com álcool para limpeza do motor; spray lubrificante WD-40 para a renovação de plásticos e óleo fino para lubrificação do motor e rolamentos.
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- Competição.- Qualquer piloto que se preze, após cada manga, efectua pelo menos uma limpeza superficial ao seu kit. O ideal é utilizar um pincel de média dureza para retirar a sujidade mais entranhada. Depois o compressor fará o resto do serviço. Não se esqueça de selar os diferenciais se pretende utilizar o compressor. Pessoalmente utilizava para a selagem dos diferenciais uma fita isoladora normal na parte inferior da caixa do diferencial para evitar a entrada de poeiras quando se está a utilizar o compressor. Quanto á regularidade das limpezas de manutenção, costumo, depois de cada prova efectuar uma desmontagem total do kit. de três em três provas desmonto também os amortecedores e os diferenciais para a respectiva substituição dos óleos.
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- Desmontagem Do Kit.- Uma correcta manutenção e conservação implica a desmontagem total do kit. Além de se poder efectuar uma limpeza mais profunda e efectiva, com a desmontagem do kit podemos também apercebermo-nos do estado geral em que o kit se encontra, detectar avarias e efectuar a sua reparação ou substituição de peças danificadas ou em mau estado. Durante a desmontagem tenha cuidado de separar as seguintes peças:
- Peças plásticas: triângulos e braços de suspensão, depósito de combustível, resguardos do chassi, pára-choques, caixas de diferencial, suportes dos cubos das rodas traseiras.
- Peças em metálicas: chassi, cardans, diferenciais, travamentos do chassi, suportes da placa de rádio, parafusos, rolamentos, postes e barras de direcção e cubos das rodas da frente, motor, curva e panela de escape, embraiagem, pinhão de ataque e volante, placa de rádio (servos, receptor, antena e pack) e por ultimo os amortecedores.
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- Peças Plásticas.- Depois do carro estar totalmente desmontado, e começo com a lavagem da carroçaria, aileron e peças plásticas, utilizando um alguidar com água quente, detergente e um pincel. Na lavagem dos pneus tenho o cuidado de não os mergulhar a fim de evitar a entrada de água para o seu interior e utilizo uma escova de unhas e detergente. Nesta fase lavo também os filtros de combustível, pressurização. Na secagem de todos estes elementos utilizo um pano seco e finalmente um secador. Todas as peças plásticas depois de secas são pulverizadas com WD-40 para que este lhes restitua o brilho inicial e finalmente seco-as com o compressor.
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- Peças metálicas.- As peças metálicas são limpas com a escova de dentes, um pano seco e depois com um pano embebido em WD-40, a fim de evitar a sua oxidação. Para os rolamentos utilizo um pequeno pincel e álcool. Finalmente lubrifico-os com WD-40.
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- Amortecedores.- Os amortecedores São limpos apenas exteriormente com uma escova de dentes. Quando os abro de 3 em 3 provas para substituir os óleos, desmonto-os, limpo-os por dentro com uma cotonete e aproveito para verificar o estado das suas membranas. Finalmente encho-os de óleo adequado e tomo nota dos óleos utilizados e a data de substituição.
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- Diferenciais.- Nos diferenciais que também só desmonto de 3 em 3 provas, retiro-lhes o óleo, desmonto-os e utilizo um pouco de gasolina na limpeza interior dos copos dos diferenciais e dos pinhões que previamente mergulhei na gasolina. finalmente limpo os pinhões com um pano embebido em WD-40 e volto a efectuar a sua montagem, introduzo-lhe óleos novos adequados, tomo as devidas notas, fecho-os e selo-os com fita adesiva para evitar a fuga do óleo para o exterior.
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- Placa De Rádio.- A placa de rádio que normalmente inclui os servos receptor de rádio antena e pack de baterias é limpo apenas com um pincel e um pano seco, se utilizar um balão para proteger o receptor de rádio poderá aproveitar para o substituir, caso não esteja em boas condições.
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- Motor.- Começo por vedar a entrada do carburador e a do colector de escape, com uma tampinha própria, depois retiro a sujidade exterior mais entranhada com um pincel, de seguida limpo o exterior do motor com um pincel embebido em álcool, na limpeza do motor não se deve utilizar água. Passo depois a desmontar o motor, retiro o pinhão, embraiagem, volante, carburador, vela, cabeça do motor, camisa, cárter, pistão e a cambota. Com um pano macio e seco e uma cotonete embebida em álcool, limpo a cambota, a camisa e o pistão e o interior do motor. Com outra cotonete embebida em óleo fino lubrifico o interior do motor e todas as suas peças e remonto o motor com o máximo cuidado.
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- Carburador.- Começo por marcar com um marcador de acetatos a posição das afinações, conto o numero de voltas de cada parafuso para poder repor as suas afinações no final da limpeza efectuada. Depois desmonto as válvulas, parafusos e o cilindro do carburador e mergulho as peças em álcool. Utilizo uma agulha para limpar o interior das válvulas do carburador e sopro-os para verificar se estão desimpedidos. Finalmente lubrifico o cilindro e o interior do carburador com uma cotonete embebida em óleo fino e monto de novo o carburador e reponho as suas afinações.
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- Montagem Do Kit.- Finalmente depois de toda as peças plásticas e metálicas limpas, efectuo a limpeza dos parafusos 1 a 1 com uma escova de dentes e passo á montagem do kit.
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- A Chuva.- Após uma prova á chuva aconselho-o a retirar a placa de rádio e o motor do seu kit e com uma mangueira lave-o totalmente. Depois seque-o com um pano e com o secador. De seguida pulverize-o com WD-40, especialmente as peças metálicas e os rolamentos, seque-o com o compressor e rode os cubos das rodas á mão para libertar os rolamentos. Esta lavagem não impede que se proceda depois á desmontagem do kit para manutenção habitual.
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- Check List.- Antes das corridas:
- Aperto dos parafusos.
- Estado das molas e maxilas da embraiagem.
- Estado do óleo dos rolamentos do pinhão.
- Estanquicidade do deposito de combustível e a pressurização.
- Filtro do ar limpo e com óleo.
- Acerto do pinhão com a coroa.
- Folgas e tolerâncias nas peças plásticas.
- Colagem do pneus.
- Carregamento dos amortecedores.
- Cotas de geometria.
- Após as corridas:
- Limpeza do carro.
- Limpeza exterior do motor.
- Óleo fino dentro do motor.
- Ver desgaste das peças móveis (semi-eixos, cardans, ect)
- Acertos dos grupos cónicos.
- Limpeza interior dos servos (se chover).
- Após 2 corridas:
- Estado do fole do carburador.
- Aperto dos parafusos do rádio/servos.
- Ver folgas nos rolamentos de transmissão.
- Fios/ligações do sistema rádio.
-Após 3 corridas:
- Aperto do motor nas bancadas.
- Massa no diferencial central.
-Após 4 corridas:
- Estanquicidade do carburador e juntas do motor.
- Estado da biela e rolamentos do motor.
- Estado do pinhão e da coroa.
- Massas dos diferenciais traseiro e dianteiro.
- Limpeza exterior do receptor/emissor.
- Verificar soldaduras dos packs de pilhas.
- A limpeza do seu kit custa-lhe apenas alguma paciência e no final, o prazer de ter um carro praticamente novo, compensam de certo o seu esforço, os seus problemas durante as provas vão diminuir consideravelmente e as suas performances vão melhorar de certeza.

Muitos hobistas não sabem, mas a limpeza e manutenção dos motores GLOW são de grande importância para e eficiência e durabilidade dos mesmos. As pessoas mais experientes desmontam, revisam e limpam seus motores a cada dia que andam. Os iniciantes geralmente tem medo de abrir seus motores. Nesta matéria tentamos ajudar a ensinar como proceder na hora de fazer manutenção nos motores.


Chassi Kyosho Fazer
Motor GZ 15 ( 2,5 cc ) com faniqueira e escape de rendimento
Carroçaria Subaru Impreza WRC 2006 pintada e decorada
Rádio de pistola com servos já instalados
Filtro de ar
Conjunto de 18 rolamentos de precisão
4 pneus de borracha
Cachimbo de vela Kyosho
Reabastecedor Kyosho 250 cc
Chave de velas Kyosho
Espaçadores de pré-carga para os amortecedores
Manual de instruções
Preço 195€
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